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domingo, 2 de maio de 2010

E permitir...

Claro que você não tem culpa, querida, apenas somos diferentes em quase tudo o que pensamos. A única diferença é que você tenta enganar as pessoas com seu "eu" e sabe que no fundo pode enganar a todos, menos a si própria. E eu? Embora tão magoada pelas coisas que você em tão pouco tempo que me conheceu fez, consegui ainda te dar um abraço sincero. Consegue perceber a nossa diferença? Enquanto eu sofro, sabendo que não tenho o dom de agradar a todos os que me cercam, eu SEMPRE serei eu mesma. Perdi um feriado chorando por uma amizade que nunca foi recíproca e agora estou eu aqui, de novo, perdendo mais um final de semana, me perguntando o que eu te fiz de tão grave. Dizem que o brasileiro tem em média 75 anos de vida e eu ainda tô beirando meus 20 (...) Quantas pessoas assim, tão sujas como você, terei que quebrar a cara de novo? Me desculpa, mas eu não sei brincar com isso. Tenho que admitir que você nessa parte é ma-ra-vi-lho-sa. É, ando angustiada mesmo e espero que você saiba que tudo isso é tua culpa. Mas como dizem, pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver. E eu estou vivendo, se eu tenho alguma coisa a fazer, é te agradecer por de alguma maneira, fazer com que eu aprenda que nem sempre as pessoas representam aquilo que parecem realmente ser. Obrigada por me proporcionar mais este aprendizado.

E permitir.

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