(...)
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Aqui.
Lá vem aquela vontade de sumir do mapa, sem deixar nenhum vestígio do meu paradeiro, das pessoas lembrarem de mim apenas pelas minhas loucuras abraçadas! Lá me vem aquela vontade de ficar enclausurada em casa de novo, deitada na minha caminha fofa com aquela perfeita visão da lua, enquanto as pessoas se destroem nas festas. Sim, porque à partir da quinta-feira eu fico querendo me destruir também (...) Eu tento fugir dos meus problemas interiores, sorrindo pras pessoas que é só dar as costas e vão te apontar umas gordurinhas a mais ou que tem um fio de cabelo fora do lugar. Depois de tanta besteira falada com a ajuda do álcool -claro, esse maldito destrói tudo- eu volto pra casa com esse problema novamente a me assustar. Eu não sei bem como sair desse problema. Eu não posso. Eu não sei, mas se eu soubesse, com certeza não estaria aqui quebrando a cabeça pra colocar em palavras o que vem de dentro! Tô com vontade de sair por aí nas ruas do centro da cidade gritando o quanto a vida vêm sendo injusta comigo. O quanto as pessoas reclamavam por bobagem. Quer dizer, isso é tão relativo. Talvez o que eu tenha seja bobagem pra outra pessoa... Mas não posso me julgar por um grito não é? Até porque ele não sai. As pessoas me veêm sorrindo e nem sabe o que se passa na minha vida e a única coisa que me conforta é saber que mesmo poucos, eu tenho amigos. Pessoas que se eu ligar às 5 da manhã perguntando a melhor maneira de me matar, viriam aqui voando tentando me dar ao menos 10 razões pra não acabar com isso. Eu sei, isso tudo parece clichê. Mas a vida precisa um pouco disso pra não se tornar tão melancólica o quanto já é. Eu quero a minha vida de volta porra. Antes que alguém leia esse texto e pense que eu sou uma drogada, não. Eu não tô usando drogas, meu problema é menor do que isso. Ainda bem! Venho perguntando à Deus que tipo de plano é esse que ele tem pra mim. AAAAH, e antes que pensem que estou com alguma doença séria, graças à Deus eu não tô. Meu problema é bem menor. Ainda bem! Mas hein... Ô Deus, dá uma olhadinha aqui pra mim, será que você percebe o tanto quanto eu choro à noite pedindo tudo que eu perdi de volta? Acho que todos por aqui já aprenderam a lição de casa (...) Eu preciso colocar pra fora, mas não acho que qualquer um que leia isso aqui seja merecedor à conhecer esse desabafo. É que as palavras pra mim tem um poder incrível de cicatrizar aos poucos as feridas ao longo desses 7 anos que minha vida vem de certa forma me pregando peças. Quanto mais eu tento sair disso, mas o labrinto vai ficando confuso! Queria puxar meu pai do poço, mas se eu tento eu vou pro fundo também. Tento ser a base mais fria daqui, mas tem horas que simplesmente não dá e eu desabo. Mas eu vou levantar, tá ouvindo Deus? Eu vou olhar pra frente e me recordar desse passado como um grande aprendizado. Como uma história linda que todo mundo ganhou do senhor o mesmo nome: VIDA. Eu perdi várias coisas sim, mas a minha fé não. Vou tentar pensar naquela parte relativa do problema e tentar concentrar que o meu sim, é bem menor que outros. Ainda bem!
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