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domingo, 13 de junho de 2010

De vinho.

Eu preciso beber deste cálice. Este cálice que faz a rosa desabrochar, este que faz o céu novamente resplandecer, este que faz a trilha sonora ressoar, este que faz o coração saltar (...) Eu preciso de mais uma dose deste cálice, é ele que dá forças para combater, é ele que traz de volta aquele olhar, é ele que muda todas as pretenções; É somente ele que preenche esse vazio na alma. Eu preciso de mais uma dose deste cálice. Este cálice com gotas imensuráveis; gotas de satisfação, gotas de contentamento, gotas que entorpecem, gotas com acepções diversas, porém, que respingam com apenas um desígnio. Me dê mais uma dose deste cálice, este cálice que invade todos os membros do meu corpo, e muda toda a rotina, trazendo de volta aquele pôr do sol já fitado. Ah, este cálice! Bebê-lo é sentir todos os sentidos falhos, e mergulhar em um mar de encantos, onde a ilusão perde o teu valor, onde sua mente perde o valor , onde a tua feição desmerece o mérito proposto por todos aqueles pensamentos banais, e onde o coração depara com a sensação mais singela e delicada já sentida. Necessito de apenas mais uma dose deste cálice, pois é somente ele que embebeda a alma com o sentimento mais abençoado por Deus, e somente ele que revela todos os segredos e mistérios desse coração! Me dá só mais uma dose? Pra que eu possa me embriagar e me sentir saciada. Mais uma vez!

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